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Vale a pena cursar Jornalismo? Conheça as potencialidades da área!

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Escrito por carlos.camara

Muito se lê sobre a crise no jornalismo. As empresas tradicionais estão reformulando o negócio como consequência de uma difícil adaptação do negócio ao mundo digital, e a publicidade ainda não responde ao noticiário digital como fazia com o papel.

Mesmo com todos os problemas, jornalistas e especialistas em mídia digital costumam afirmar que essa é uma época revolucionária para a profissão, de grande oportunidades. Portanto, ainda vale a pena cursar Jornalismo.

Antes da virada do século, o sonho de quem cursava Jornalismo era entrar em uma redação de jornal ou revista e trabalhar em TV. Com o advento da internet, as possibilidades se multiplicaram, e a crise publicitária que atinge o setor se tornou um fato importante para que a o mercado enxergue a nova plataforma de divulgação noticiosa como fundamental.

Para que isso aconteça, não só as empresas anunciantes como também os veículos de comunicação precisam encontrar esse caminho conjuntamente. E é exatamente isso que está acontecendo. Saiba mais sobre esse assunto a seguir:

Mais possibilidades para o jornalista

A crise que tanto é falada realmente provocou redução nas redações, mas ao mesmo tempo abriu inúmeras possibilidades para o jornalista. Basicamente, o profissional tinha duas opções anteriormente:

  • entrar em uma redação, seja de veículo impresso, rádio ou TV;

  • ou se tornar assessor de imprensa, que no Brasil também é formado pelo curso de Jornalismo.

Hoje, além dessas oportunidades, o aluno pode vislumbrar muito mais do que ser repórter ou editor. Você pode até querer entrar em uma grande empresa de comunicação, mas as funções disponíveis são mais diversas.

Por exemplo: as redações se dividiram em duas. Além da tradicional, aquela que prepara a versão impressa, o jornalista pode pensar em trabalhar na mídia digital. A redação dos veículos on-line são mais ágeis porque divulgam as informações em tempo real.

O perfil do profissional muda com a tecnologia. Se antes o repórter e o editor tinham um dia para poder trabalhar a notícia, agora, eles têm que colocá-la em seus sites praticamente no momento do acontecimento. Agilidade e precisão são requisitos fundamentais para este novo jornalista.

Um profissional de múltiplas funções

O trabalho em mídia digital não se restringe à redação on-line. O jornalista hoje se multiplica em diversas funções no ambiente da web. Atualmente, estar presente nas principais redes sociais é vital para as empresas jornalísticas. É papel do jornalista trabalhar com análise de dados, compartilhar informações nessas redes, estudar as reações a cada notícia divulgada e pensar em formas de aumentar audiência.

A revolução do Google criou outra função. Se antes o alcance de um veículo era medido pela sua tiragem, hoje, além desse dado, os veículos precisam medir minuto a minuto a sua audiência em ferramentas de análise de acesso ao site. Nesse caso, um jornalista estuda o fluxo de acesso em programas como Google Analytics, que mostra detalhadamente como o internauta se comporta ao entrar no site.

Como se fossem um medidor do Ibope, essas ferramentas ajudam a controlar o que o leitor está visualizando. O jornalista vai trabalhar para estimular a permanência no site. Dessa forma, aumentará a visibilidade do anunciante.

Tudo isso é coisa nova. Essa mudança está ampliando aos poucos o mercado para o Jornalismo, que vai precisar amadurecer a relação com o anunciante para se consolidar definitivamente.

Alguns veículos mostram que o Jornalismo está conseguindo superar a crise e caminhar novamente para uma posição autossustentável. As possibilidades surgem frequentemente. Uma das mais recentes a serem exploradas é a produção de conteúdo patrocinado.

Nesse caso, as empresas criam núcleos especiais nas redações para produzirem material patrocinado por um anunciante. Nesse conjunto, combinam-se interesse jornalístico e para o público e o interesse comercial. Jornais e portais do Brasil e do mundo já fazem isso regularmente. É um novo caminho para o jornalista.

O Jornalismo engajado também é opção

Quer conhecer outra forma de trabalhar com Jornalismo? O Brasil viu, nos últimos anos, dezenas de coletivos se firmarem como opção ao chamado jornalismo tradicional, aquele produzido por grandes jornais, revistas e TVs.

E o que são esses coletivos? Jornalistas se unem e criam um novo veículo, exclusivamente dedicado ao ambiente digital, sob as regras da internet. Propõem uma visão mais crítica e ágil, trabalham com temas sociais e buscam lados da notícia que os grandes veículos não costuma notar.

Alguns trabalham com levantamento de fundos via crowdfunding. Outros buscam patrocinadores para o projeto. Quer conhecer algumas dessas iniciativas? Procure por Nexo, Agência Pública, Aos Fatos, Brio, Calle 2, Fluxo, Jota, Ponte e Risca Faca.

Esses veículos produzem um jornalismo engajado, em alguns casos, e antenado com um público jovem, altamente digital e que procura novas formas de se informar.

A desregulamentação da profissão em 2009

É bom lembrar que o jornalista não precisa mais do diploma para trabalhar, uma vez que o Supremo Tribunal Federal desregulamentou a profissão em 2009. Na teoria, significa que qualquer pessoa pode exercer a profissão sem a necessidade de portar diploma universitário. Mas, na prática, a decisão reforça a necessidade de curso superior para poder trabalhar nas maiores e melhores empresas, que exigem qualidade técnica e boa formação.

Alguns veículos continuam a exigir o diploma como requisito. Outros querem apenas formação universitária de qualidade, não importando a área. Mesmo assim, a maior parte das vagas nas redações é tomada por jornalistas formados.

A importância da formação

Mesmo com a decisão do STF, a formação em Jornalismo é importante porque o futuro profissional vai se deparar no curso com disciplinas e técnicas antes de entrar em uma redação.

O aluno vai, em seus 4 anos de curso, aprender matérias de formação básica, como Sociologia, Teorias da Comunicação, Semiótica e Ética. Além desse aprendizado geral, o futuro jornalista terá contato com aspectos práticos da profissão, em disciplinas realizadas em laboratórios de rádio e TV, fotojornalismo, redação e internet.

Achar que o fato de que o diploma não ser mais essencial possa destruir o mercado, abrindo chances para qualquer pessoa entrar, não é um pensamento compatível com a forma que o próprio mercado vê a questão. Hoje, quanto mais preparado for o profissional, mais chances ele terá na hora de buscar um emprego.

Um profissional preparado para várias situações

Outro ponto importante é que, hoje, o jornalista não fica preso apenas a um bloco e um gravador. Atualmente, ele precisa ter noções mais do que básicas de fotografia e vídeo, por exemplo. Praticamente, todos os jornalistas usam smartphones para completar uma apuração. Gravam vídeos, fotografam e distribuem o material diretamente para os sites. Por mais simples que possa ser abrir um aplicativo e filmar, alguma técnica é preciso ter. E isso você só vai ter em um curso de qualidade.

Em um mercado altamente competitivo, com mão de obra abundante, somente a qualificação fará a diferença. E o curso de Jornalismo fará a diferença para quem vai começar a carreira. Se o curso estiver bem antenado com as mais novas tecnologias e ferramentas, mais chances o aluno terá de se posicionar no final da graduação.

Então, está pronto para se tornar um jornalista do século XXI? Entre na nossa página do curso e fique sabendo mais sobre as disciplinas e o que você vai encontrar na faculdade!

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