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Trump presidente: o que muda na vida dos brasileiros?

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Escrito por Ânima Educação

Um dos assuntos mais comentados de 2016 foi a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas. Brasileiros dos mais diversos posicionamentos políticos se dividiram nas redes sociais entre Trump ou Hillary.

Em uma análise mais profunda, é possível notar que ambos tinham propostas que apresentavam vantagens e desvantagens para o nosso país. Afinal, o que muda na vida dos brasileiros a partir de 2017, com Trump na Casa Branca? Para saber, continue a leitura!

Como fica a questão da imigração?

Esse é um aspecto que dividia muito os candidatos e que pode afetar diretamente a vida dos brasileiros. Enquanto Hillary Clinton tinha um posicionamento mais favorável à legalização de imigrantes que já vivem nos EUA, bem como a medidas de flexibilização da concessão de vistos a estrangeiros, Donald Trump é mais conservador nesse ponto.

O presidente eleito considera que imigrantes ilegais impedem a colocação de milhares de americanos no mercado de trabalho e prometeu a deportação de mais de 3 milhões de pessoas dos Estados Unidos.

Sendo assim, dificilmente o Brasil conseguirá, durante o mandato de Trump, o almejado “visa waiver” para seus nacionais, ou seja, a isenção de visto de turismo para quem entra no país. Por outro lado, isso era algo que Clinton já estava negociando quando era Secretária de Estado de Barack Obama.

Quais são as propostas relacionadas a energia e combustível?

Donald Trump promete um retorno às matrizes energéticas mais tradicionais americanas, como o carvão e o petróleo. Muitos trabalhadores dessas áreas perderam seus empregos nos últimos anos devido a uma política ativa do governo federal de promoção da energia verde, notadamente a eólica e solar.

Trump, assim como muitos republicanos, já chegou a afirmar que o aquecimento global é um mito, e que o foco do governo deve ser o incentivo máximo ao desenvolvimento econômico. Como é mais barato utilizar carvão e petróleo como fontes de energia, deve-se observar maior demanda por essas matrizes nos próximos anos.

Como consequência, a demanda por esses produtos deve aumentar no mercado internacional, e o preço do barril do petróleo deve subir. Para brasileiros, isso pode significar aumento do valor do combustível.

Qual é a posição de Trump em relação ao meio ambiente?

Ao falar sobre combustível, é inevitável mencionar também o meio ambiente. Barack Obama tinha um posicionamento bastante progressista em relação a acordos globais sobre clima, proteção de reservas florestais e marinhas, entre outras coisas.

Donald Trump, por outro lado, é um empreendedor. Para ele, o desenvolvimento econômico está diretamente relacionado à utilização de recursos naturais. Ou seja, por esse ponto de vista, a agenda ambiental é um atraso para a economia do país.

Nesse sentido, brasileiros podem esperar um recrudescimento dos Estados Unidos em relação às negociações climáticas e ambientais no cenário internacional. O Brasil tem liderado diversas negociações sobre esse tema, então podemos esperar impasses no futuro próximo, ou até mesmo o congelamento de diversas pautas na agenda internacional do meio ambiente.

Trump ou Hillary: quem defende maior protecionismo econômico?

Donald Trump é um forte crítico da forma com que os Estados Unidos têm perdido suas fábricas para outros locais de produção nos últimos anos, especialmente para a China. Segundo o presidente eleito, é preciso fazer com que diversos produtos consumidos por americanos voltem a ser fabricados no país.

Para que isso ocorra, é necessário estabelecer maior protecionismo econômico. Em termos práticos, isso significa maiores incentivos à produção nacional, maiores barreiras à entrada de produtos estrangeiros e aumento de tarifas. Mas o que isso pode representar para o Brasil?

Os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente produtos agrícolas, como algodão, soja, café e laranja. Maior protecionismo econômico por lá significa maior dificuldade competitiva por aqui.

Sendo assim, os produtores nacionais terão dificuldades de escoar sua produção, tendo que diminuir ao máximo seus custos. Em termos práticos, isso também pode acarretar um declínio da produção nacional.

Menor intervenção internacional e maior segurança doméstica: como funciona na prática?

Os Estados Unidos são, notoriamente, uma país intervencionista no cenário internacional. Desde conflitos civis domésticos, guerras e até mesmo por meio da instalação de bases militares nos mais diferentes cantos do globo, podemos dizer que a presença americana é ostensiva.

Trump é um forte crítico dessa estratégia. Segundo ele, os americanos precisam se concentrar na defesa de seus próprios territórios, evitando intervenções desnecessárias e gastos militares excessivos. Por outro lado, o presidente eleito também criticou muito a falta de habilidade de Obama em acabar com o ISIS e prevenir ataques terroristas durante seus oito anos de governo.

Se por um lado Trump deve reduzir a presença militar dos EUA pelo mundo, poderemos observar maior policiamento e preocupação com a segurança doméstica. Para brasileiros, isso significa maiores dificuldades para entrar no país, obter vistos, utilizar transporte aéreo, entre outras coisas.

Trump e as relações com o Brasil: como fica?

Não há nenhum indicativo de declínio das relações entre Brasil e Estados Unidos. Pelo contrário, deve-se observar melhora na diplomacia entre os dois países.

As relações entre Obama e Dilma foram muito prejudicadas pelos escândalos de espionagem revelados por Edward Snowden em 2013. Desde então, tem sido difícil a aproximação entre os dois países, o que pode mudar com a renovação presidencial em ambos os territórios.

E o dólar americano? Como fica?

A principal pergunta que vem à cabeça dos brasileiros diz respeito ao valor do dólar americano em relação ao real. Imediatamente após a eleição de Trump, a cotação da moeda americana subiu, também devido às várias instabilidades políticas e econômicas vividas pelo Brasil nos últimos meses. Espera-se uma estabilização desse cenário, já que grande parte da pauta de campanha de Trump foi voltada para a economia.

Uma economia americana fortalecida traz mais investimentos para o país, o que significa maior demanda pela moeda americana e, consequentemente, um aumento de seu valor no comércio internacional. Ou seja, ainda está longe de acontecer o cenário de quase paridade entre o real e o dólar americano. Provavelmente, teremos uma moeda desvalorizada durante todo o primeiro mandato de Trump.

Para produtores nacionais, isso pode ser um aspecto positivo, já que suas mercadorias ficam mais competitivas no cenário internacional. Para quem quer viajar, no entanto, não é uma boa notícia. O mesmo vale para modelos de negócio e pessoas que importam produtos estrangeiros, já que haverá um aumento de seu valor nominal. 

E você, estava torcendo para Trump ou Hillary? Compartilhe nos comentários sua opinião! Participe!

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