Empreendedorismo

Trabalhar em startup: será que você tem o perfil?

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Escrito por Ânima Educação

O empreendedorismo encabeça a atual revolução no mundo corporativo, derrubando por terra muitos dos referenciais de gestão usados nas grandes empresas. Em um ambiente transformador e repleto de criatividade, o comando desses modelos de negócio não poderia estar em outras mãos que não as dos jovens. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups, 55% das startups têm jovens de 20 a 23 anos em sua direção.

O cenário desafiador e propício à liberdade de inovação é perfeito para quem ainda está nos primeiros anos de faculdade e já pensa em alavancar a sua carreira. O experimentalismo, típico das startups, é um sinal verde para que os colaboradores amadureçam profissionalmente, tomando decisões importantes e, até certo ponto, participando da gestão da empresa.

Pode ter certeza de que não há lugar melhor para jovens estudantes canalizarem sua energia e lapidarem suas habilidades do que em uma startup. Mas será que você tem o perfil para trabalhar em startup?

Quer descobrir? Então acompanhe este post atentamente:

O que é uma startup

Uma startup é uma empresa em estágio inicial, centralizada na inovação por meio da tecnologia e formada por um grupo de pessoas que atuam em um modelo de negócios repetível e escalável, com imenso potencial de crescimento.

Não à toa, existem centenas de grandes investidores internacionais (chamados de investidores anjo, que aportam, anualmente, milhões de dólares nessas empresas de CEOs menores de 25 anos).

Netflix, Snapchat e Uber são alguns exemplos de startups que se tornaram gigantes, e que surgiram pela força empreendedora de jovens em idade universitária.

A crise econômica

A crise econômica brasileira impôs queda nas vendas de produtos e serviços, fechou postos de trabalho e levou o país ao colapso. Mas há um nicho que parece ter escapado sem qualquer arranhão da tempestade econômica que acontece no Brasil.

O país tem hoje mais de 3 mil startups, muitas delas responsáveis pelo crescimento ininterrupto do setor que, em apenas 6 meses, viu seus investidores aumentarem em 14% o aporte de recursos em seus modelos de negócios.

Diante de um cenário tão favorável e em um mercado que movimenta anualmente R$ 2 bilhões na economia nacional (mesmo na crise), é interessante saber quais as exigências para estar dentro desse furacão já nos primeiros anos de faculdade.

Confira, a seguir, algumas das virtudes esperadas por essas empresas aos seus futuros colaboradores:

As competências desejáveis

Criatividade

Os jovens que encantam os gestores das startups são, sem dúvida, os dotados de criatividade e que não se intimidam em usá-la a favor da empresa. Aqui, temos implícita uma outra virtude, a desenvoltura para se comunicar, “vender” sua ideia e persuadir seus interlocutores.

Afinal, nas reuniões constantes das equipes de projeto, espera-se que os profissionais deixem aflorar sua criatividade, propondo saídas e soluções para as demandas constantes dos clientes. Portanto, nada de timidez, OK?

Parafraseando o escritor austríaco Hugo von Hofmannsthal,

o presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a criatividade.

É dessa moldura do óbvio que os jovens empreendedores esperam que você saia para dar soluções inovadoras a problemas igualmente novos!

Empreendedorismo

Para os estudantes ainda em idade universitária, a grande vantagem de trabalhar em startup é justamente aprender a “gerir seu próprio negócio”, ainda que ele não seja seu!

Isso porque esse tipo de empresa tem forte apelo à descentralização e delegação de responsabilidades, o que dá margem para que cada colaborador tome decisões importantes no dia a dia de uma startup, que serão fundamentais para os rumos da empresa.

Ter visão de negócios é, portanto, fundamental para quem deseja atuar nesse modelo de negócios.

Autonomia

Da mesma forma, se haverá descentralização, é preciso que os funcionários aprendam a se auto-organizarem e a gerenciarem por si mesmos suas responsabilidades.

Adaptação

Caetano Veloso dizia que “a mente apavora tudo aquilo que não é mesmo velho”. O que ele quer dizer com isso é que as pessoas sempre se assustam com qualquer novidade, com a simples iniciativa de alguém em nos tirar da zona de conforto. Mas se o assunto é startup, a única certeza perene é justamente a mudança.

Em outras palavras, é condição fundamental que o jovem que ingresse em uma startup se prepare para se tornar adaptável, para digerir bem as muitas mudanças que ocorrerão na empresa. Uma companhia que lida com inovação não pode nem pensar em ter jovens estáticos em seu organograma. Certo?

Fazer de tudo um pouco

Versatilidade é outra virtude essencial para ter sucesso em uma startup. Em um negócio com imenso potencial de crescimento, suas chances de ser promovido são proporcionais ao sucesso da empresa.

Entretanto, para que isso realmente aconteça, é preciso saber fazer de tudo um pouco (até por necessidade, uma vez que no início, essas organizações costumam ter poucos funcionários e até os sócios colocam a mão na massa!). Nada de braço curto, OK?

Pró-atividade

O funcionário mais odiado na empresa é aquele que só cumpre uma atividade quando é mandado. E isso vale até para as empresas tradicionais. Dessa maneira, é altamente desejável aos jovens que queiram trabalhar em startup desenvolverem a capacidade de buscar atividades, criar responsabilidades e se oferecer para ajudar colegas ou aprender novas funções. Lembra-se do que falamos sobre versatilidade?

Atualização constante

Se a empresa está calcada na inovação e na tecnologia, seus profissionais devem ser igualmente antenados, sempre um passo à frente das mudanças de tendências e verdadeiros heavy users de internet.

Trabalho em equipe

A última (mas não menos importante) virtude de um jovem com perfil de sucesso em uma startup. O empreendedorismo digital é inundado por conceitos como economia colaborativa, projetos com multiespecialistas e open source.

Dentro do time, portanto, espera-se que todos os profissionais se ajudem mutuamente e aprendam a se coordenarem em equipe — algo não muito fácil quando estão dentro do mesmo projeto pessoas de temperamentos, expectativas, culturas e formações diferentes.

É preciso que o jovem deixe seu ego de lado para aprender a ouvir, a dar razão a colegas mas também a defender seu ponto de vista com inteligência e sempre pensando no melhor para a empresa.

Muitas competências para trabalhar em startup e se tornar bem-sucedido, não é mesmo? Onde desenvolvê-las? Existem muitas universidades de ponta no país que já treinam os estudantes para desenvolvê-las. Saiba mais sobre esse assunto!

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