Mercado de trabalho

Saiba como ingressar na carreira pública em 4 passos

saiba-como-ingressar-na-carreira-publica-em-4-passos.jpeg
Escrito por carlos.camara

Não é de hoje que a carreira pública se tornou a menina dos olhos da maioria dos estudantes que deságua no mercado de trabalho após saírem do ensino médio ou da universidade. Com altas remunerações médias, estabilidade, regras previdenciárias mais brandas e recessos anuais (sem prejuízos das férias), a Administração Pública se tornou uma excelente oportunidade de construir uma carreira sólida e tranquila.

Segundo pesquisas, os salários médios no funcionalismo público subiram, em termos reais, cerca de 33% entre 2003 e 2016, enquanto, no setor privado, esse aumento não passou dos 10%. Em algumas profissões, a diferença salarial entre os setores chega a impressionantes 121% (caso de advogados e juristas), o que não deixa dúvidas do porto seguro que ainda é o setor público.

O problema é que se os benefícios oferecidos pela área pública são cada vez mais atrativos, o mercado privado se deteriora cada vez ao sabor da crise e a relação candidato/vaga nos mais disputados concursos públicos do país também se expande na mesma proporção. Mas não desanime: isso não quer dizer que a carreira pública não é para você.

Aprovação em concurso público é a mais pura soma entre estratégia e esforço; qualquer pessoa que conjugue esses dois fatores estará na iminência de assinar o termo de posse. Hoje vamos falar um pouco da dimensão da estratégia, oferecendo alguns macetes para que você ingresse na carreira pública com tranquilidade e sem grandes traumas! Fique ligado:

A escolha da graduação

Ah, sim, você achou que o caminho crítico para a aprovação em um concurso público começava na compra das apostilas? Não, não. A estrada se inicia lá atrás. Começa na escolha de seu curso de graduação, é aqui que a primeira pré-seleção peneira alguns dos favoritos a ocupantes das futuras vagas nos concursos.

O setor público, nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e nas três esferas (federal, estadual e municipal), atua:

  • na administração da coisa pública;
  • no fornecimento de serviços essenciais;
  • e na formulação e na aplicação de leis que regulem a relação entre os cidadãos, as empresas e o Estado, de forma a preservar a harmonia social.

Isso envolve ter em seus quadros profissionais de diversas áreas, mas sobretudo, de enfoques ligados à Gestão — como Administração, Economia e Direito. Ou seja, não adianta ter feito Oceanografia, Música ou Moda e se queixar depois que não encontra grandes oportunidades no setor público.

Não sabe como passar em um concurso público? Se você ainda estiver em época de escolher seu curso de graduação, opte pelos cursos mais demandados no nosso chamado “primeiro setor”. As áreas mais cobiçadas, nessa ordem, são:

Direito

  • Magistratura;
  • promotoria;
  • defensoria;
  • Polícia Federal (delegado e agentes da PF);
  • analistas de tribunais.

Administração

  • Auditor-Fiscal da Receita Federal (embora seja um concurso aberto aos candidatos formados em qualquer curso de graduação, a maior parte das disciplinas cobradas é comum às grades curriculares dos cursos de Gestão e Administração);
  • analistas de ministérios/do judiciário — especialidade: Administração;
  • administrador (por exemplo, na Polícia Federal, como ocorreu neste concurso).

Economia

  • Analista do Banco Central;
  • Analistas de ministérios/do judiciário — especialidade: Economia;
  • Fiscal do ISS/ICMS.

Aqui você poderá conferir uma lista completa relacionando curso de graduação e cargos no setor público!

A estrutura do órgão e o cargo em que pretende trabalhar

Muitos concurseiros centralizam sua atenção apenas em comprar apostilas e decorar dados. Por melhor que seja sua performance, fazer apenas isso implica em ir para a prova com uma visão estrábica do que o órgão público espera de você. E isso faz diferença nos resultados.

Vamos mudar alguns conceitos. Esqueça um pouco da prova e lembre-se de que a administração pública realiza um concurso para filtrar, dentre os interessados, aqueles que são dotados das melhores competências para o cargo em questão. A pedido dela, a banca examinadora vai elaborar uma prova que contenha tudo aquilo que se acha importante para o desempenho das atribuições do cargo.

Em outras palavras, se você conhecer bem o que o órgão e o cargo exigem, provavelmente você mesmo terá insights fundamentais sobre o que será cobrado. Parafraseando o filósofo chinês Sun Tzu, em A Arte da Guerra,

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.

Compreendeu?

O conteúdo limitado das apostilas

Se seus pais por um acaso seguiram a carreira pública, você já deve ter ouvido deles que suas aprovações se deram porque eles devoraram com ardor aquelas apostilas imensas compradas na banca de jornal (que devem até ter sido guardadas de recordação até hoje!).

Mas o mundo mudou. O nível cada vez mais alto de preparo dos candidatos empurrou as bancas examinadoras a elaborarem provas cada vez mais difíceis e com conteúdos cada vez mais amplos.

Ou seja, se antes o que era cobrado em uma prova para analista de tribunais era apenas a lei “seca”, hoje o que mais se vê nos concursos são solicitações de descrição de súmulas e explicações sobre orientações jurisprudenciais. Se antes uma prova de Português se restringia apenas à gramática, hoje o que se faz presente nos testes é o estímulo ao raciocínio crítico em uma interpretação de texto.

Moral da história: esqueça as apostilas físicas! Adquira cursos (atualizados, obviamente!) pela internet: são os famosos vídeos ou PDFs, que costumam exaurir o conteúdo programático em milhares de páginas ou horas e horas de videoaulas. O ambiente virtual barateia custos e torna viável a disponibilização de uma grande extensão de materiais, o que as apostilas físicas não conseguem fazer.

Os cursos de curta duração

A recomendação anterior foi para não abrir mão dos cursos on-line, desenvolvidos pelos cursinhos especializados. Mas o que estamos tratando agora, entretanto, é de fazer algo a mais. Afinal, o mesmo curso preparatório adquirido por você foi também replicado para centenas de milhares de candidatos, que serão seu concorrente nos concursos que virão.

A regra aqui é

Fazer algo diferente para obter resultados igualmente diferenciados.

Assim, não se acomode apenas baixando suas videoaulas. Faça algo que seu concorrente não fará. Fortaleça sua preparação fazendo cursos de curta duração em grandes universidades, cursos de temas que estarão previstos para “caírem” nos concursos de sua área de interesse.

Um exemplo: quer iniciar a carreira pública partindo da aprovação em um cargo de analista administrativo de uma agência reguladora? Pois tenha a certeza de que análise da cadeia de valor, por exemplo, será um tema cobrado (e pode ser exigido, inclusive, em uma fase dissertativa). Imagine a vantagem competitiva de um candidato que fez, meses antes, um curso específico sobre o assunto? Boas estratégias precedem o sucesso.

Siga-nos nas redes sociais e saiba primeiro sobre as novidades do mercado de trabalho, carreira pública, universo acadêmico ou cursos promocionais em sua área de interesse!

Deixar um comentário