Graduação Tecnológica

Graduação tecnológica e o mercado de trabalho

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Escrito por Ânima Educação

O mercado de trabalho de todas as áreas é algo dinâmico, que sempre se reconfigura e exige que os profissionais mudem com ele. Com a valorização do ensino superior, a oferta de profissionais generalistas em suas áreas de atuação aumentou consideravelmente nos últimos anos. Mas o mercado precisa cada vez mais de especialistas, e a disputa tem favorecido cursos de pós-graduação, especializações, MBA e uma infinidade de cursos extras para adequar o profissional a um cargo específico dentro da empresa.

Não seria ótimo se a própria graduação oferecesse ao profissional tudo o que ele precisa para conseguir aquele cargo em especial, sem perder tempo com outras coisas?

Pois bem, é isso que os cursos tecnológicos fazem. O curso de tecnólogo é um tipo de nível superior de ensino que forma profissionais em áreas específicas de atuação em diversas áreas. O tecnólogo concilia, então, as competências técnicas do setor produtivo com o conhecimento do ensino superior, sendo o profissional mais requisitado em várias áreas de atuação.

Entenda melhor a relação entre a graduação tecnológica e o mercado de trabalho a seguir:

Um curso superior mais rápido

Os cursos tecnológicos têm uma duração muito menor do que os cursos convencionais de bacharelado e de licenciatura. Com uma duração de 2 a 4 anos, a formação do tecnólogo garante a capacitação plena em seu ramo específico de atuação como qualquer outro profissional com ensino superior.

Para quem já tem um plano de carreira traçado, mas precisa de um diploma de ensino superior para conseguir uma promoção, a graduação tecnológica é, com certeza, uma boa opção. Muitas vezes o profissional não está interessado nos aspectos mais teóricos da grade curricular de cursos como Administração e Engenharia Mecânica, já que isso não importa tanto para o seu desenvolvimento profissional. Na realidade, esses aprofundamentos não têm lugar em cursos de tecnologia, que são desenvolvidos com o foco na prática.

A graduação tecnológica no Brasil

As instituições de ensino vêm trabalhando as grades curriculares de cursos de tecnologia com essa abordagem mais prática justamente por que a finalidade do curso é gerar profissionais com ensino superior da maneira mais rápida possível. Os cursos de tecnologia foram desenvolvidos pela primeira vez, no Brasil, na década de 1970, principalmente na área de construção civil.

Com essa nova modalidade de ensino superior, os profissionais da área poderiam ter credenciamento de uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) para exercer a profissão que já tinham antes de maneira informal. Para conciliar o trabalho com o ensino, os horários das aulas foram ajustados para serem, em sua maioria, no período noturno.

Esse tipo de graduação é ideal para a empresa contratante, uma vez que o profissional pode exercer seu trabalho em nível superior em menos tempo. Isso também significa que o investimento do contratante para garantir a formação específica do contratado sai mais barato.

As empresas estão tão preocupadas com a formação de seus contratados que pagam por cursos de especialização sem descontar nada do salário, e muitas vezes as horas de curso contam como horas trabalhadas. Isso mostra o nível de preocupação que o mercado tem com a especialização profissional do trabalhador — o que a graduação em cursos generalistas não costuma oferecer.

A graduação tecnológica versus o curso técnico

Existe uma noção errada que se espalhou culturalmente de que um curso de formação de tecnólogos tem um valor equivalente a um curso técnico. A confusão pode ter vindo da similaridade entre os nomes ou do fato de que a modalidade tecnológica de graduação é nova e oferece oportunidades diferentes da graduação convencional.

De qualquer forma, é bom explicar que:

  • um tecnólogo é um profissional graduado, com nível superior;

  • já um técnico é um profissional com nível de instrução de ensino médio e fez um curso profissionalizante em uma área específica — o que não dá ao técnico o direito de ingressar em um curso de pós-graduação, por exemplo.

Para ficar mais claro, vamos considerar um exemplo da Engenharia:

A graduação tradicional

Um engenheiro mecânico estuda vários aspectos da área de mecânica durante a graduação, sendo capacitado para atuar com usinagem, automação industrial, engenharia de materiais, usinagem etc.

A graduação tecnológica

Já um tecnólogo em automação industrial, apesar de ter a sua área de atuação mais restrita, tem a mesma competência que o engenheiro para trabalhar no campo, uma vez que ambos têm ensino superior.

O curso técnico

Isso não se aplica ao técnico da área de automação industrial, pois ele tem uma competência restrita de ensino médio.

O mercado dos profissionais especializados

A grade curricular do tecnólogo é a mais prática possível. O recém-formado chega ao mercado de trabalho com as experiências de aulas em laboratório muito bem desenvolvidas, o que pode ser levado em conta por contratantes que rejeitam candidatos por não terem experiência na área. Essa característica do curso tecnológico é responsável por uma média de contratação de 80% em praticamente todas as áreas de atuação desses profissionais.

Um reflexo da importância dos tecnólogos para o mercado é a quantidade de dinheiro que o Governo Federal tem investido na formação desses profissionais desde a década de 1970: são cerca de 9.500 vagas para ingressar em cursos tecnólogos pelo Senai e mais de 3.500 cursos oferecidos por instituições de ensino em todo país. Isso sem citar as políticas governamentais específicas para a expansão dessa modalidade de ensino.

Antigamente o mercado de trabalho necessitava mais de profissionais generalistas, que conhecessem vários aspectos da produção superficialmente, com noções de várias áreas de atuação complementares. Hoje, o que se procura é um profissional focado em um problema específico — porém, com as capacidades de um profissional de nível superior.

Em outras palavras, o tecnólogo já conquistou a sua parcela significativa do mercado de trabalho, sendo o mais requisitado em várias áreas de atuação. É um profissional de nível superior muito procurado por empresas por ter um piso salarial menor do que outros tipos de especialistas que investiram mais tempo em sua formação, além de ser capacitado para se aprofundar ainda mais com a pós-graduação.

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