Graduação Tecnológica

Entenda o que é graduação tecnológica

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Escrito por Ânima Educação

Não é difícil perceber que a educação superior vem sendo cada vez mais valorizada no Brasil, não é? E para atender à demanda do mercado por profissionais com esse nível de formação, surgiram diversas novidades nas instituições de ensino, como cursos inéditos, alterações na grade curricular dos mais tradicionais, e por aí vai.

Porém, com tantas mudanças acontecendo, muita gente ainda tem dúvidas sobre as novidades mais recentes, e uma das mais recorrentes diz respeito à graduação tecnológica: ela equivale mesmo ao bacharelado? Então por que e para que surgiu? Quais são as vantagens de optar por esse diploma?

Para te ajudar a responder a essas questões e entender de vez exatamente o que é graduação tecnológica, preparamos um post dedicado só a ela! Continue lendo e descubra se, quem sabe, esse não é o melhor tipo de curso superior para você!

Como e para que surgiu a graduação tecnológica?

O surgimento dos cursos de graduação tecnológica tem a ver, como o próprio nome indica, com a tecnologia. Mas a coisa não é tão simples como você pode estar imaginando. Longe de ter sido uma mera adaptação da educação superior ao desenvolvimento das ciências, a criação desses cursos vem de um processo bem mais complexo e que começou há algumas décadas, mudando não só as opções que você tem ao se inscrever no vestibular como a própria forma como o trabalhador e a educação profissional são vistos pela sociedade!

Veja como isso aconteceu:

Uma mudança de paradigma nas relações de trabalho

Até a década de 1980, era raro que alguém fora da cúpula das empresas tivesse formação superior, com a maioria dos outros empregados passando apenas por treinamentos curtos para que pudessem realizar trabalhos extremamente específicos e padronizados, certo?

Pois com o boom tecnológico, passou a ser preciso contar com um número muito maior de profissionais qualificados, prontos para lidar com o desenvolvimento e o uso de tecnologias complexas, tomar decisões rápidas e autônomas, além de entender todo o processo envolvido em seu trabalho em vez de apenas tarefas simples que executavam todos os dias.

Mais desenvolvimento requer mais educação

Com o tempo, a educação profissional — voltada para a atuação direta no mercado — passou a ser vista como algo que vai muito além do mero treinamento para a realização de atividades simples e mecânicas. Ela se tornou um combustível indispensável para o crescimento do país, tanto por alimentar o mercado com profissionais aptos a impulsionarem seu desenvolvimento como, ainda, pelo próprio fato de exigir a formação de cada vez mais pessoas, permitindo que um número maior de cidadãos participasse desse crescimento e incentivando relações de trabalho mais horizontais.

Foi nesse contexto que, em 2001, o Ministério da Educação (MEC) homologou o Parecer CNE/CES 436/2001, que reconheceu a necessidade de fomentar a educação profissional — e, consequentemente, o desenvolvimento do país — por meio de sua formalização, que se deu pela criação dos cursos de graduação tecnológica.

O que é graduação tecnológica?

Em dezembro de 2002, o MEC oficializou os cursos de graduação tecnológica com a Resolução CNE/CP 3. De acordo com ela, os cursos de graduação tecnológica são cursos de ensino superior voltados para demandas do mercado de trabalho que surgem com o desenvolvimento da tecnologia, tendo por objetivo “garantir aos cidadãos o direito à aquisição de competências profissionais que os tornem aptos para a inserção em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias”.

Isso quer dizer que o foco desses cursos, diferentemente dos que existiam nas faculdades até então, é muito mais voltado para o trabalho prático nas áreas que envolvem a tecnologia, procurando preparar muito bem o aluno para a atuação em um mercado relativamente recente e, como acontece em tudo o que tem a ver com tecnologia, que sofre mudanças constantes.

As áreas em que mais se precisa de profissionais tecnólogos, portanto, são aquelas mais afetadas pelas novidades em tecnologia, como:

  • Saúde;

  • Produção Industrial;

  • Negócios;

  • Design;

  • Informática;

  • Comunicação;

  • entre outras.

Qual é a diferença entre a graduação tecnológica e a tradicional?

Agora você já entendeu mais ou menos por que surgiu e quais são os objetivos de uma graduação tecnológica, mas pode ser que ainda esteja se perguntando qual é, afinal, a diferença entre ela e os outros tipos de graduação. Acertamos? Então fique de olho nas principais diferenças a seguir:

Focos diferentes

Já percebeu que os cursos de bacharelado e licenciatura geralmente são muito amplos, passando por várias subáreas e conhecimentos diferentes de uma maneira mais ou menos superficial? Na graduação tecnológica, em comparação, o estudo é bem mais focado, concentrando-se em uma área específica de outro domínio mais amplo.

Para entender, é só comparar os nomes dos cursos da graduação tradicional (licenciatura e bacharelado) com os da tecnológica, em que você pode estudar Automação Industrial (focado) no lugar de Engenharia de Automação (amplo), Gestão de Recursos Humanos (focado) no lugar de Psicologia (amplo), Manutenção de Aeronaves (focado) no lugar de Engenharia Aeroespacial (amplo), e assim por diante.

Durações diferentes

Se o curso de graduação tecnológica é focado, indo direto ao ponto com o qual você vai trabalhar depois de se formar no lugar de te apresentar todos os campos de conhecimento da área antes de você escolher, não é de se admirar que ele seja mais curto, não é? Por isso sua duração é de 3 anos, enquanto o bacharelado e a licenciatura podem levar de 4 anos para cima.

O mesmo nível!

Por outro lado, tem uma coisa que a graduação tecnológica tem em comum com a tradicional: o nível! Todas as 2 são consideradas formações de nível superior, dando exatamente os mesmos direitos aos seus alunos formados de participar de concursos para cargos públicos, vagas de pós-graduação etc. Sem “pegadinha”: o próprio MEC confirma.

Para quem esse tipo de graduação é indicado?

Tanto pelo fato de ser mais focada em uma área de atuação específica quanto pela duração mais curta, a graduação tecnológica é ideal para quem já está seguro do que gostaria de fazer depois de se formar e não quer perder tempo para entrar no mercado de trabalho e subir na carreira!

Além disso, vale lembrar que, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, em certas áreas a graduação tecnológica pode, inclusive, sair em vantagem sobre as graduações tradicionais na hora de entrar para o mercado, visto que o fato de serem mais focadas implica que quem se forma nela tem um conhecimento mais específico e aprofundado naquele setor.

E aí, conseguiu tirar todas as suas dúvidas e entender o que é graduação tecnológica? Escreva para a gente nos comentários se ainda tiver alguma pergunta e continue de olho no nosso blog para não perder mais posts como esse!

 

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