Mercado de trabalho

Entenda a importância do profissional de design para uma marca

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Escrito por Ânima Educação

Aloísio Magalhães, Lina Bo Bardi, irmãos Campana e Alexandre Herchcovitch são nomes conhecidos para você? Eles são apenas alguns dos maiores nomes do design brasileiro, e atuam nos mais diversos segmentos. As ações do profissional de design vão muito além da criação de produtos e marcas para encantar os olhos do público. Na verdade, ele é fundamental para o funcionamento das empresas.

Quer entender como? Acompanhe o que nós reunimos para você! 

Qual é a importância do profissional de design para uma marca? 

O designer não cria apenas produtos. Ele atua nas áreas mais estratégicas de uma empresa, aproximando-a de seus públicos e consolidando-a no mercado. Entenda! 

Branding: o design na gestão de marcas

Essencial em um plano de marketing, o branding tem a proposta de tornar a assimilação da marca mais simples para o consumidor. E essa tarefa vai muito além de projetar um bom logo. 

O branding é a gestão de uma marca. Ele envolve o trabalho de comunicação que uma empresa tem para tornar a sua marca conhecida e desejada pelos consumidores. Isso envolve a concepção de um nome, da logomarca e de uma série de ações de marketing que devem ser lançadas e mantidas continuamente. 

Um bom exemplo disso é a Red Bull. O que vem à sua mente quando pensa na empresa de energéticos? Esportes radicais, festas, corridas, festivais de música? A empresa faz várias ações para associar o consumo de suas bebidas a um estilo de vida emocionante, o que quase a transforma em uma empresa de conteúdo. 

O nome de uma empresa, sua marca e seus valores são muito mais que símbolos ou textos bonitos para apresentar em seu site oficial. Eles precisam ser parte do cotidiano dela, de seus colaboradores e de toda a comunidade que é afetada por ela. 

O branding estabelece vantagens competitivas até mesmo para organizações sem fins lucrativos, que precisam chamar atenção para suas causas a fim de obter recursos.

Criação de logomarcas

A logomarca, ou logo, é o conjunto formado pelo nome e elementos gráficos que representam uma marca. É a maçã da Apple. O letreiro da Coca-Cola. O BR dos postos Petrobrás. 

Ela é criada de acordo com a mensagem que a marca deseja passar para o mercado, para seu público e para seus concorrentes. Acompanha a empresa por toda a sua jornada e não pode ser trocada com frequência. 

Por envolver estudos complexos, ela não pode ser feita pelo famoso “sobrinho que entende de computador”! Um bom logo deve ser simples, duradouro, relevante, adaptável, memorável e único, de forma a criar laços e fidelizar clientes.  

Criação de marcas 

Uma das principais atribuições de um designer é a criação de marcas. Com a estratégia certa, as empresas podem aumentar o valor de seus produtos, estabelecer relações com seus clientes e atravessar fronteiras.  

A identidade visual constrói confiança, o que faz com que os consumidores voltem e comprem mais. Ela ajuda as pessoas a se lembrar da experiência que tiveram com as empresas. Por isso sua criação é tão importante para o futuro da empresa. 

A marca reúne o conjunto de características que remetem a uma empresa, como cores, nome, logotipo, valores e comunicação. Portanto, a diferença entre a criação de uma marca e o branding é que o segundo envolve a tarefa de gerenciar essa marca no mercado.

Geralmente, quem cria a logo também se encarrega da criação da marca e de um manual para sua utilização.

Design de Ambiente

Aqui, o designer se responsabiliza por planejar e desenvolver diferentes espaços, escolhendo e combinando elementos de maneira segura, funcional, estética, confortável e, em alguns casos, econômica. 

Ele precisa entender quais são os valores da empresa e como transmiti-los no espaço. Bom exemplo disso é o escritório da Lego, na Dinamarca

Um designer de ambientes pode trabalhar com o layout de espaços fixos, como fábricas, vitrines, stands de vendas e escritórios ou com trabalhos esporádicos, como em eventos, feiras, com iluminação e sinalização de espaços.

Design de Serviços

Nesse segmento, o designer organiza diversos aspectos relacionados ao serviço oferecido pela empresa: desde os componentes materiais usados para construção de um produto, por exemplo, até o cenário e a forma que os funcionários falarão e apresentarão o produto aos clientes. Tudo visando criar uma boa relação entre empresa e consumidor.

Para melhorar esse contato, tornando a experiência do consumidor mais atraente, esses profissionais usam ferramentas como planos de implantação de projetos, diagnóstico empresarial e design thinking

Vale a pena estudar design no Brasil?

Sim! Li Edelkoot, trendhunter e uma das 25 pessoas mais influentes do mundo da moda, segundo a revista Time, afirmou que o Hemisfério Sul está se emancipando e pode trazer elementos-chave para o design de todo o mundo. 

futuróloga afirmou recentemente  que, nos próximos 15 anos, especialmente no setor da moda, o Brasil e outros países do sul irão trazer novidades para o Hemisfério Norte. 

Isso por causa da leveza e da falta de controle, em um bom sentido, no modo de fazer design. Além disso, Edelkoot destacou o potencial do artesanato, da expressão étnica e do glamour acessível.

E se por um lado o design brasileiro entusiasma especialistas por causa de seu frescor, por outro, a profissão ainda tem alguns desafios para se fortalecer em nosso país.   

A conquista de espaço nas empresas

De acordo com um levantamento do Centro Brasil Design (CBD), 28,5% das empresas não têm gestão de design, ou seja, as atividades desse setor tendem a ser imprevisíveis e os resultados tornam-se inconsistentes devido à falta de definição de projetos. 

Em 31% das empresas entrevistadas pelo levantamento, o design atende a demandas imediatas, como alterações e melhorias no produto. Nessas empresas, ele atua ao lado do marketing para agregar valor, mas não entra em contato com outros departamentos. 

Em 26% das empresas, fatia composta principalmente pelo setor têxtil, calçados e de revestimentos, o design entra em contato com outros departamentos, participando da gestão dos processos de forma proativa.

Em apenas 14,5% das organizações entrevistas para CBD, a gestão do design é parte da cultura da empresa.

A atuação do profissional de design no mercado

Em 2013, esse mesmo levantamento do Centro Brasil Design também afirmava que os empregos na área se concentravam nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. Em 2013, o Brasil contava com 686 escritórios formais de design e mais de 4.200 postos de trabalho. 

Naquele ano, a atuação das empresas de design era segmentada da seguinte maneira: Comunicação e Design Gráfico (38%); Multimídia (22%); Design de Produto (16%); Design de Serviços (14%); Design de Interiores (7%) e Design de Moda (2%). 

Vale lembrar que o formulário disponibilizado pelo CBD para esse levantamento considerava apenas empresas formais. Com o fortalecimento do microempreendedorismo em nosso país nos últimos anos, esses números podem ter sofrido grandes alterações. 

A profissão não é regulamentada no Brasil. Um projeto de lei, de autoria do ex-deputado Penna (PV-SP), previa que somente titulares do curso superior ou pessoas com experiência mínima de três anos pudessem exercer a profissão. Contudo, ele foi vetado pela então presidente Dilma Rousseff.

Pretende se tornar um profissional de design? Siga nossas páginas nas redes sociais e fique ligado em nossos cursos e eventos para alunos dessa área! 

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