Mercado de trabalho

Educação e empregabilidade: entenda a relação entre ambos

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Escrito por UNA

“Estudar para ser alguém na vida”: será que o velho bordão, repetido à exaustão por nossos pais e avós — especialmente na hora de fazer o dever de casa — é mesmo verdade? Afinal, o seu grau de formação e o potencial de ser contratado por uma empresa ou empregador estão mesmo conectados? Até que ponto?

A verdade é que sim, estão. E, especialmente em tempos de turbulência econômica, como os que vivemos atualmente, podemos visualizar com mais clareza essa relação. Em épocas de retração da economia, as pessoas mais afetadas pelo desemprego são aquelas que possuem formação intermediária, enquanto as pessoas com, pelo menos, ensino superior completo no currículo, sofrem menos esses impactos.

Quer entender melhor a relação entre educação e empregabilidade e a importância de não adiar mais seu ingresso em um curso superior? Então não deixe de acompanhar nosso post de hoje e tirar, de vez, todas as suas dúvidas relacionadas a essa questão. Vamos lá?

O impacto da crise na disponibilidade de empregos

O primeiro ponto a ser esclarecido quando o objetivo é entender a estreita relação entre educação e empregabilidade é o impacto da retração da economia na quantidade de empregos disponíveis no país. Afinal, como a crise afeta o número de vagas?

Quando a economia de um país não vai muito bem e o dinheiro anda escasso na maioria das carteiras, a primeira atitude das pessoas é frear o consumo. Supérfluos são cortados sem dó e apenas os itens básicos são mantidos no orçamento das famílias. O resultado? As vendas das empresas dos mais diversos setores caem de maneira abrupta.

Em muitos casos, a única saída encontrada pelos empresários é também, de alguma maneira, frear os gastos da companhia, a fim de evitar a falência. E entre as muitas maneiras de cortar custos, as demissões estão entre as principais.

Com o aumento das demissões, a situação financeira das famílias piora, o que acaba freando ainda mais o consumo, consequentemente afetando ainda mais as empresas, que acabam demitindo ainda mais colaboradores, e assim sucessivamente, em um ciclo vicioso.

Em resumo, quanto mais a crise econômica de um país se agrava, menor é o número de vagas de emprego disponíveis para a população economicamente ativa. E agora, responda: quem você acha que, em um cenário como esse, perderá seu emprego primeiro? O profissional mais ou menos qualificado? E, entre quem está desempregado, qual desses profissionais tem maior chance de encontrar um trabalho mais rapidamente? Continue a leitura e descubra!

A relação entre educação e empregabilidade

Para que você possa compreender com clareza a estreita relação entre educação e empregabilidade, trouxemos alguns dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que, entre outras variáveis, mede o nível de desemprego no país.

Os dados coletados recentemente mostram que, apesar de o nível de desemprego no Brasil ter começado a crescer a níveis preocupantes a partir de 2014, quando se analisa a população em geral, o grupo de pessoas com nível superior completo só passou a ser realmente afetado no ano seguinte. Ou seja, os primeiros a perderem seus empregos devido à crise foram as pessoas com formação intermediária.

Além disso, segundo dados desse mesmo levantamento, as chances de que um trabalhador com nível superior completo continue empregado cinco trimestres após a pesquisa é de 95,3%. Entretanto, esse percentual cai para 87,4% quando se analisa os profissionais com Ensino Fundamental completo e Ensino Médio incompleto.

Entretanto, com o aumento do nível de escolaridade da população em geral — é cada vez maior o número de pessoas que ingressam no nível superior no Brasil —, a pesquisa aponta uma tendência futura de que as condições de trabalho para quem possui bom nível educacional fiquem mais apertadas e competitivas, especialmente quando se trata de cargos de maior remuneração, que exigem uma qualificação mais específica.

O que isso tudo quer dizer, afinal? Que quanto maior o seu nível de escolaridade, maiores serão as suas chances de manter seu trabalho por longos períodos e de competir em pé de igualdade pelas melhores oportunidades do mercado.

O peso de um diploma de ensino superior

Como você comprovou no tópico anterior, possuir um diploma de nível superior lhe confere uma grande vantagem competitiva no mercado de trabalho e diminui de maneira significativa seu risco de demissão, mesmo em cenários de crise econômica.

Por mais que as empresas se vejam obrigadas a cortar custos e vagas, por outro lado, elas também sabem que contar com colaboradores qualificados e competentes é uma excelente maneira de driblar a crise. Afinal, são essas pessoas com conhecimento técnico de excelência que trabalharão e se dedicarão propondo saídas, inovações e soluções para que a organização passe incólume pelo cenário econômico instável.

Além disso, investir em sua educação, ingressando em um curso superior, vai te qualificar para competir pelas melhores vagas no mercado, com as maiores remunerações e chances de crescimento dentro das companhias. Isso é especialmente verdade no Brasil, onde a diferença salarial entre quem possui e quem não possui formação superior é uma das maiores do mundo.

Em nosso país, pessoas com nível superior completo costumam ganhar 156% mais, em média, do que quem só tem o Ensino Médio. Com esses números fica fácil perceber o peso que um diploma de nível superior possui no mercado de trabalho, não é mesmo?

4 características mais procuradas por recrutadores

Se você chegou até aqui na leitura desse post já deve estar mais do que convencido da diferença que um diploma de nível superior pode fazer em sua vida profissional e na construção de uma carreira sólida e de sucesso, certo? Mas será que basta concluir uma faculdade para conseguir o emprego dos sonhos?

Infelizmente, temos que lhe informar que não é tão simples assim. Por mais que possuir qualificação de nível superior seja, sim, um dos principais critérios de avaliação na hora de conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho, hoje em dia as empresas buscam algo a mais nos candidatos a colocações.

Atualmente, as pessoas não estão mais sendo vistas como meras “pecinhas” de uma engrenagem, facilmente substituíveis. As empresas já se deram conta de que o capital humano é um dos itens mais valiosos e de maior peso no sucesso de qualquer companhia. Assim, as organizações buscam pessoas que realmente agreguem valor, proponham soluções e que façam a empresa crescer, especialmente em cenários de crise.

Por isso, além da formação e do nível de conhecimento técnico dos candidatos a uma vaga de emprego, os recrutadores também buscam saber se eles trazem consigo algumas características importantes. Quer saber quais são elas? Confira abaixo!

Proatividade

Sabe aquela famosa frase “não sou pago para fazer isso”, repetida por muitas pessoas ao reclamar de seus empregos? Fuja dela! As empresas, hoje em dia, estão buscando pessoas que demonstrem proatividade, aquelas que vão além das funções básicas de seus cargos.

Não estamos dizendo aqui que você deva trabalhar em dobro ou se acostumar a realizar funções que não são as suas. A proatividade está mais atrelada ao interesse da pessoa em contribuir efetivamente para o sucesso da empresa, em propor novas ideias, em dar sugestões e opiniões. Ir além do que lhe pedem para fazer e mostrar iniciativa.

Capacidade de trabalhar em equipe

Aquela visão antiga, de um chefe ditador e amedrontador, que todos obedecem sem pestanejar, está ficando para trás no mundo corporativo. Atualmente, saber trabalhar em equipe é uma das características mais procuradas nos candidatos a vagas de emprego.

Mas, afinal, o que é saber trabalhar em equipe? Ter a capacidade de escutar e aceitar as ideias, sugestões e opiniões de todas as pessoas envolvidas em determinado projeto ou tarefa, saber argumentar e discutir de maneira construtiva e respeitosa e contribuir de forma efetiva para o sucesso do grupo.

É claro que toda equipe de trabalho tem um líder a quem tudo deve ser reportado, perguntado e discutido. Porém, em vez de ditar regras e culpar pessoas por erros ou equívocos, esse líder deve atuar mais como um orientador, uma pessoa que tem mais experiência e domínio sobre determinado assunto e que lidera de maneira colaborativa e construtiva o time pelo qual é responsável.

Inovação e criatividade

Em tempos de “vacas magras”, saber propor soluções e ideias inovadoras e criativas é uma qualidade muito buscada pelos recrutadores. E antes que você fique desanimado por nunca ter se considerado como alguém inovador, saiba que inovação não está atrelada, especificamente, a inventar algo totalmente inédito e surpreendente, viu?

A capacidade de inovar e criar dentro do mundo corporativo significa conseguir ter uma visão diferente sobre processos, métodos e produtos, propondo melhorias e formas mais fáceis e simples de planejar ou realizar determinada ação. Conseguir enxergar uma maneira de reduzir os custos de produção de determinado produto ou serviço, por exemplo, é uma atitude inovadora e extremamente benéfica para qualquer empresa, certo?

Desejo de aprendizado contínuo

Por mais que você tenha um diploma de graduação e até mesmo pós-graduação em seu currículo, saiba que, se você deseja conseguir as melhores oportunidades e vagas do mercado, mostrar-se como uma pessoa que gosta de aprender continuamente e que tem interesse em investir em educação continuada é item essencial.

Atualmente, as mudanças em qualquer área profissional são extremamente rápidas. Há conhecimento sobre tudo sendo gerado o tempo todo. Em função disso, o profissional que não se mantém atento e atualizado acaba ficando para trás, sendo “atropelado” por aqueles que buscam estar sempre por dentro do que ocorre em sua área de atuação.

Seja por meio de cursos de pós-graduação, MBAs, cursos de curta duração, congressos, palestras, feiras ou reuniões, o importante é estar informado e atualizado sempre. Você não imagina a diferença que isso faz na hora de conseguir um emprego!

A demanda por profissionais formados

Apesar do nível de escolaridade dos brasileiros estar em plena ascensão nas últimas décadas, é importante ressaltar que o número de pessoas com nível superior é menor do que a demanda do mercado por esses profissionais em muitas áreas do conhecimento. Ou seja, há uma lacuna de qualificação no mercado de trabalho brasileiro.

A taxa de escassez de mão de obra qualificada no Brasil é nada menos do que o dobro do que a média mundial. Nove em cada dez empresas brasileiras tem dificuldades na hora de encontrar candidatos que se adequem aos cargos oferecidos. Em função disso, mesmo em um cenário econômico não muito aquecido, há muitas vagas disponíveis para determinadas áreas de atuação.

Geralmente, esses cargos exigem qualificações técnicas específicas em setores que vêm crescendo de maneira significativa em um curto espaço de tempo. Assim, não há trabalhadores suficientes com a formação exigida no mercado de trabalho para preencher essas vagas.

Entre as áreas em que mais faltam trabalhadores qualificados em nosso país estão as Engenharias, a Arquitetura, a Administração, a Contabilidade, a Tecnologia da Informação, o Secretariado Executivo e os cursos relacionados à área de Gestão.

A graduação como estratégia de recolocação no mercado

Ficar desempregado é um baque e tanto para a grande maioria das pessoas, não é mesmo? Especialmente quando não se espera pela demissão, se ver sem trabalho de uma hora para outra pode ser motivo de grande preocupação e tristeza.

Dentro desse contexto, é necessário desenvolver e aplicar estratégias para que a recolocação no mercado de trabalho aconteça da melhor maneira possível. E uma das estratégias que apresenta maior nível de sucesso quando o assunto é voltar a estar empregado é ingressar em uma graduação.

Como você viu ao longo desse post, possuir um diploma de nível superior faz uma diferença muito significativa em sua carreira profissional. Além de aumentar suas chances de conseguir um emprego — e manter-se empregado por longos períodos —, você poderá candidatar-se a melhores vagas, que oferecem remunerações mais altas e maiores possibilidades de ascensão e promoção dentro das empresas.

A pós-graduação como vantagem competitiva

Por mais que possuir um diploma de nível superior seja extremamente importante na hora de conseguir um bom emprego, é fundamental ter em mente que a relação entre educação e empregabilidade não termina por aí. A realidade é que quanto maior o seu nível de formação técnica e educacional, maior também é a sua empregabilidade.

Ao investir continuamente em aprendizado e educação, a sua bagagem de conhecimento técnico e profissional aumenta de maneira considerável. E essa bagagem é um dos fatores que mais influenciam na contratação de profissionais por empresas dos mais diversos setores e áreas de atuação.

Ou seja, se depois de formado você optar por cursar uma pós-graduação, você estará ampliando enormemente a sua vantagem competitiva no mercado de trabalho. Além disso, ao especializar-se em uma área mais específica de atuação, você competirá com um menor número de pessoas por cargos extremamente específicos e melhor remunerados.

Por isso, mesmo que você ainda não tenha entrado em um curso de graduação, não deixe de vislumbrar a possibilidade de utilizar cursos de pós-graduação como uma vantagem competitiva em sua carreira profissional. Trace um plano de carreira, pesquise sobre cursos de pós nas áreas pelas quais você sente maior afinidade e não deixe essa meta de lado. Acredite, você colherá os frutos desse investimento em sua formação antes mesmo do que imagina!

Os reajustes salariais na mão de obra qualificada

Se você chegou até aqui na leitura desse post já deve estar ciente de que quanto maior o seu nível de educação e conhecimento técnico, maior será a sua remuneração, certo? Mas e quanto aos reajustes salariais? Eles também valem mais a pena para aqueles que investem em formação superior?

Primeiramente, é necessário esclarecer que, por lei, todos os trabalhadores assalariados e devidamente registrados, independentemente de suas formações, devem receber um reajuste anual em seus salários que seja, no mínimo, o mesmo valor da inflação do mesmo período. Isso permite que as pessoas não percam seu poder de compra, mas não significa o que os especialistas chamam de “aumento real do salário”.

O aumento real só ocorre quando o reajuste salarial é superior ao valor da inflação do ano anterior. Ou seja, quando há um aumento verdadeiro do poder de compra daquele trabalhador.

Em tempos de crise, são poucas as empresas que conseguem conceder aumentos salariais reais a seus trabalhadores. Muitas vão, inclusive, no caminho inverso. Como é proibido por lei diminuir o salário de um funcionário, as empresas têm investido em acordos de redução de carga horária, férias coletivas ou até mesmo na demissão de profissionais e contratação de outros para desempenharem as mesmas funções por remunerações mais baixas.

E nesse ponto, mais uma vez, quem possui um maior nível educacional é beneficiado. Apesar de os aumentos salariais estarem mais baixos para todos os grupos de trabalhadores nos últimos anos, independentemente de escolaridade, quem possui maior qualificação acaba tendo aumentos salariais mais significativos.

3 maneiras de ingressar na rede particular de ensino

Agora que você já sabe a estreita relação entre educação e empregabilidade pode estar se perguntado como e onde poderá cursar uma graduação, a fim de aumentar suas chances de conseguir um bom emprego, certo?

Embora as universidades públicas sejam, em sua maioria, gratuitas e de qualidade, a verdade é que grande parte dos trabalhadores não têm condições de ingressar em uma instituição desse tipo. Primeiro, porque sua disponibilidade de tempo para frequentar as aulas é escassa e, segundo, porque a concorrência para as vagas nessas instituições costuma ser extremamente alta. Muitas vezes, para conseguir um lugar, é necessária uma dedicação exclusiva aos estudos, o que pode ser inviável para quem precisa trabalhar.

Diante desse contexto, a alternativa mais viável para cursar um curso superior está na rede particular de ensino. Hoje em dia, existem inúmeras faculdades particulares de excelente qualidade e que oferecem cursos noturnos ou à distância, permitindo que pessoas com as mais diversas rotinas possam obter seus diplomas de nível superior.

E caso a questão que lhe impeça de ingressar na rede particular de ensino seja a falta de dinheiro para pagar as mensalidades, saiba desde já que existem opções que viabilizam a sua entrada no nível superior! Confira abaixo três delas:

  • Programa Universidade Para Todos (ProUni): programa do Governo Federal que concede bolsas de estudo totais ou parciais para que alunos de baixa renda possam estudar em faculdades ou universidades privadas. As inscrições para o programa abrem duas vezes ao ano e o critério de seleção se baseia na nota do Enem;
  • Fundo de Financiamento ao Estudante de Nível Superior (FIES): outra iniciativa do Governo Federal. Nesse caso, é concedido ao aluno o financiamento de seus estudos em universidades e faculdades particulares. Os financiamentos variam entre 50% e 100% do valor das mensalidades, conforme decisão do aluno. A grande vantagem do FIES são os baixíssimos juros cobrados (3,4% ao ano) e a possibilidade de começar a quitar a dívida somente um ano e meio após a formatura. A inscrição no programa pode ser feita o ano todo no site;
  • Bolsas de estudo concedidas pelas instituições particulares: a grande maioria das faculdades e universidades particulares tem programas de concessão de bolsas de estudo totais ou parciais a alunos de baixa renda. Os critérios de concessão variam, podendo estar relacionados à colocação do aluno no processo seletivo, por exemplo. Geralmente, os sites das faculdades explicitam todo o processo de concessão de bolsas e o que deve ser feito para ser um dos contemplados.

Viu só como existem muitas opções para que você possa ingressar em um curso superior? Falta de dinheiro e o período de crise não podem mais ser utilizados como desculpa! Informe-se sobre as possibilidades de se inscrever nos programas citados acima e garanta o quanto antes a sua vaga no ensino superior!

A relação entre educação e empregabilidade não poderia ser mais estreita, como você pôde perceber ao longo de todo esse post. Investir na melhora de seu conhecimento técnico, seja em qual área for, aumenta (e muito!) as suas chances de conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho.

Além disso, ao obter um diploma de curso superior e investir em educação continuada, você aumenta também as possibilidades de construção de uma carreira profissional sólida, de sucesso e bem remunerada. Então, o que você está esperando? Não adie mais o seu ingresso no nível superior e garanta já a sua ascensão profissional!

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