Empreendedorismo

Como saber se minha ideia é inovadora?

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Escrito por Ânima Educação

Ideias, ideias e mais ideais. Todo mundo já pensou em alguma inovação para o mercado — um produto revolucionário, um serviço inusitado ou, quem sabe, apenas uma tese interessante. Alguns guardam os pensamentos nos confins da imaginação, mas outros resolvem colocá-los em prática. É assim que surgem os pequenos empreendimentos.

Surgem aproximadamente 1,7 milhão de empresas no Brasil a cada ano, de acordo com dados do Serasa Experian. Todos esses negócios são frutos da iniciativa de algum empreendedor que resolveu arregaçar as mangas e colocar suas ideias em prática.

Acontece que, ao mesmo tempo em que somos um país bastante entusiasmado nesse sentido (hoje, o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo), infelizmente também apresentamos outros dados bastante tristes: aproximadamente metade das empresas fecham as portas antes de completarem 3 anos de existência, de acordo com o IBGE.

Em alguns casos, o problema é que a proposta encontrada para o mercado não é inovadora ou conveniente, pois não atende as necessidades do público, por exemplo. Até mesmo pessoas preparadas podem se surpreender ao ver uma ideia  se mostrar um fracasso na prática — mesmo que em tese ela aparentasse boa.

Para te ajudar a contornar esse problema, resolvemos trazer, neste post, algumas dicas para que você avalie se realmente teve uma ideia inovadora para os negócios. Confira!

Faça as perguntas de ouro

Não basta saber se a ideia é inovadora ou não. Você tem que descobrir se ela realmente pode atender as demandas do mercado. Afinal, mesmo quando temos um excelente plano e, supostamente, a “galinha dos ovos dourados”, devemos levar em consideração, ainda, os fatores culturais, sociais, entre outros. Afinal, nem sempre o que funciona em determinada região pode dar certo em outra.

Uma boa dica para quem planeja colocar uma ideia em prática é realizar algumas perguntas simples, mas que podem ajudar a esclarecer alguns pontos importantes. Vamos acompanhá-las a seguir?

“A ideia resolve um problema real?”

Em primeiro lugar, você deve avaliar se a sua ideia resolve um problema real do consumidor. Como definir isso? Basta verificar se ela atende um problema relevante, frequente ou mal resolvido. Em resumo, você deve se pergunta se o problema realmente existe e se vale apenas resolvê-lo, seja pela frequência em que ele é apresentado pelo mercado ou pela ineficiência de outras empresas em atender essa demanda.

“A ideia apresenta uma alternativa diferente?”

Se você chegou à conclusão de que existe um problema relevante, frequente e mal resolvido entre os consumidores, então é chegado o momento de avaliar se a sua ideia realmente apresenta uma solução diferenciada. Afinal, você pode cair no erro de apresentar algo que já seja estabelecido no mercado, sem sucesso — e, por isso, o problema continua mal resolvido. Portanto, agora é chegado o momento de ver se a galinha realmente coloca ovos de ouro.

“A ideia pode ser convertida em negócio?”

Agora você tem a solução para todos os problemas do consumidor. Será que isso é o suficiente? Infelizmente, não. É importante você verificar se a ideia pode se transformar em um modelo de negócios viável. De nada adianta pensar grande se, na prática, a futura empresa não conseguirá estabelecer uma base sustentável para operar. É preciso verificar quais são os custos de implementação do negócio, e se o consumidor está preparado para recebê-lo.

“A ideia pode ser expressada em um plano de negócios?”

Calma, sabemos que, aparentemente, essa pergunta é similar à anterior, mas não é bem assim. Agora, é chegado o momento de definir se essa ideia pode ser “desenhada” com clareza, ou seja, se você consegue montar um bom plano de negócios a partir dela. Como será a captação de recursos? Existe um modelo de divulgação eficaz para atingir o público-alvo? Qual será o modelo usado (on-line ou ponto físico, por exemplo)? Você precisa definir esses e outros pontos antes da prática.

“A ideia pode trazer um resultado interessante?”

Após todas as análises anteriores, é chegado o momento de avaliar o nosso mais importante ponto — embora não seja prioritário. Será que é possível conseguir um resultado econômico interessante? A falta de planejamento financeiro é, hoje, um dos principais motivos para a morte precoce das empresas brasileiras. Por isso, é importante, desde o início, projetar receitas, investimentos, capital de giro, fluxo de caixa, payback (retorno do capital) e, é claro, as despesas operacionais.

Use as técnicas de avaliação

Para responder as perguntas feitas por nós anteriormente, você vai precisar de alguma técnica. Afinal, não basta ter uma resposta genérica, que não esteja embasada em dados e informações confiáveis e consistentes. Vamos ajudá-lo com essa tarefa apontando 3 das principais técnicas que podem ser usadas. Confira a seguir!

Análise SWOT

SWOT é um mnemônico, que traz, nas siglas, strenghts (forças), weaknesses (fraquezas), opportuinities (oportunidades) e threats (ameaças). Basicamente, a ideia é avaliar o contexto interno — no caso, as forças e fraquezas da ideia —, bem como o ambiente externo — ou seja, as oportunidades e ameaças. Assim, você tem uma visão ampla do mercado e pode traçar um plano ideal para começar a disputar o seu share.

Benchmarking

Apesar do nome em inglês, o benchmarking é outra técnica bastante simples. Aqui, a palavra-chave é “comparação”. A ideia é avaliar o mercado e comparar o que já está estabelecido com o que pretendemos implementar. Assim, você pode verificar quais são as qualidades que podem ser adaptadas, os erros que devem ser evitados, e, principalmente, o que você pode oferecer de diferente.

Plano de negócios

Tanto o benchmarking quanto a avaliação SWOT devem ser usados para estabelecer o plano de negócios. É aqui que você vai conferir se a ideia pode se tornar um negócio viável ou não. Basicamente, tudo será considerado, das despesas, até as projeções de receitas. Além disso, é também no plano de negócio que vamos definir questões como as metas, os objetivos e os modelos de monitoramento que serão usados para acompanhar os resultados do futuro negócio.

Você sabe, enfim, identificar se a sua ideia é inovadora ou não. Agora, basta se capacitar para começar o seu próprio empreendimento — e transferir o seu curso para o Centro Universitário Una é uma das melhores oportunidades para ter uma educação de qualidade e incrementar o seu currículo.

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