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A importância de cuidar da saúde mental dos profissionais de saúde

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Escrito por Ânima Educação

A saúde mental dos profissionais de saúde é um assunto bastante delicado e até polêmico em alguns casos. Você talvez já tenha ouvido relatos de pessoas que não ingressaram nessa área por não aguentarem “ver sangue”, não é mesmo? Contudo, saiba que ser “imune” a essa situação não é o único pré-requisito para atuar em hospitais, clínicas, ambulatórios etc.

O profissional de saúde precisa ter um perfil técnico e psicológico adequado às atividades que terá no dia a dia do trabalho. Ainda assim, até quem possui certa inclinação para a área pode ter problemas de saúde mental, devido a situações de sobrecarga. Como atua de modo a melhorar a condição física, biológica e psicológica de outras pessoas, o profissional de saúde não pode esquecer de si próprio.

Acompanhe, em seguida, alguns aspectos a respeito do perfil de quem trabalha na saúde, os desafios enfrentados na rotina profissional e os riscos que podem ocorrer no trabalho nessa área.

Competências para atuar no setor de saúde

Cuidar de pessoas, tratar doenças, favorecer o bem-estar, prevenir enfermidades etc. Quando se pensa em profissional de saúde, possivelmente se lembra dessas atividades, não é mesmo? De uma simples gripe a uma cirurgia, os tratamentos na área da saúde requerem bastante qualificação técnica de quem trabalha no setor.

Dessa forma, as pessoas que pretendem seguir carreira na saúde devem estar dispostas a estudar muito durante a faculdade e, depois de formados, atualizar os conhecimentos. Com o avanço tecnológico, medicamentos são criados, aparelhos de diagnóstico são aperfeiçoados, paradigmas na medicina evoluem etc. Portanto, o profissional da área de saúde precisa estar em constante capacitação.

Quem decide seguir por esse caminho deve ter consciência do que vai encontrar pela frente, para não se frustrar na carreira. Até mesmo quem procura atuar em cargos de gestão na saúde deve estar preparado para lidar com situações de pressão no dia a dia. Por exemplo, garantir que haja leitos suficientes para o atendimento da demanda de pacientes ou, então, assegurar que uma campanha preventiva tenha eficácia e evite o surgimento de doenças transmissíveis.

Situações prejudiciais no dia a dia de trabalho

Por vezes o indivíduo tem inclinação para atuar na área de saúde, possui vontade de aprender cada vez mais, contudo, não consegue desenvolver o comportamento necessário para quem vai trabalhar nesse setor.

Em um hospital público, é comum o profissional lidar com situações complexas, como falta da infraestrutura adequada para o atendimento, casos emergenciais frequentes, cobrança de pacientes e de familiares deles, pressão dos órgãos de imprensa, entre outras.

Num cenário assim, por mais que possua o conhecimento técnico, o profissional da área da saúde precisa aprender a lidar com circunstâncias que fogem do saber acadêmico em si. Com a necessidade de ter vários empregos para possuir uma renda satisfatória, o indivíduo pode se sobrecarregar, diminuir o próprio rendimento e cometer erros em serviço.

Quando não aprende a se relacionar com os pacientes, principalmente os mais humildes, o profissional da área da saúde pode também ter um desempenho abaixo da média. Por exemplo, um médico recém-formado que trabalha numa região de periferia, em que os pacientes muitas vezes não têm noções básicas de cuidados com a higiene, precisa ter uma linguagem simples, para que consiga transmitir o tratamento de modo a ser entendido pelas pessoas que vão ao consultório.

Se não sabe lidar com os pacientes, o profissional começa a ser taxado como arrogante ou até ser preterido pelos moradores de determinada região. Caso trabalhe em uma clínica privada, o médico ou o enfermeiro, por exemplo, podem até perder o emprego num caso assim.

Além disso, inevitavelmente, a saúde mental dos profissionais de saúde passa pela compreensão da morte. Ao conviver diariamente com a iminência dessa situação, o indivíduo precisa ter um equilíbrio entre se apegar demais ao paciente e tornar-se “frio” em excesso a ponto de não se deixar abalar pelo fato.

Riscos para saúde mental dos profissionais de saúde

Pode parecer um paradoxo, mas aqueles que têm como missão o tratamento de doenças dos outros nem sempre cuidam de si próprios. Na busca por crescer rápido na carreira e por ter uma renda satisfatória, é comum profissionais não medirem consequências para acumularem cargos.

Para tanto, chegam a fazer vários plantões em série e, por vezes, realizam atendimentos no “piloto automático”. Em casos extremos, há relatos de profissionais da saúde que chegam a usar drogas para se manterem em estado de alerta. Como têm acesso facilitado a determinadas substâncias, alguns indivíduos fazem uso próprio delas para disfarçarem a sobrecarga da rotina.

Outro problema que afeta a saúde mental dos profissionais de saúde é a pressão por não poderem cometer equívocos, ainda mais, por estarem passíveis de responder na Justiça por erro médico. Quando não estão treinados o suficiente para lidar com a morte, os profissionais não sabem até que ponto poderiam salvar uma vida por conta própria e pelas condições do atendimento ou se a morte era de fato inevitável.

Não raro, muitos iniciantes nas profissões da área da saúde se culpam pelos casos em que não conseguiram salvar a vida do paciente. Dessa maneira, eles próprios podem desenvolver traumas e bloquear a capacidade de atender bem.

Em sentido oposto, numa tentativa de se proteger de uma realidade dura, os profissionais da saúde criam uma espécie de barreira psicológica para lidar com os limites da vida e, assim, tornam-se figuras “frias” e quase “inertes”. Contudo, o risco desse tipo de atitude para a saúde mental dos profissionais de saúde é que eles podem levar esse comportamento para as próprias famílias. Com isso, podem prejudicar os relacionamentos interpessoais fora do trabalho e passar a ter uma baixa qualidade de vida.

Como você pôde perceber, não é qualquer pessoa que tem perfil para se tornar um profissional da área da saúde. Além de capacitação técnica e de resiliência para lidar com situações emergenciais, em que deve ter tomadas de decisão rápidas e precisas, a pessoa que segue essa área deve ter um estado mental saudável. Por vivenciar momentos estressantes, os profissionais de saúde devem manter o equilíbrio pelo bem da própria atuação e do bem-estar ou recuperação dos pacientes.

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