Vida universitária

8 livros de história brasileira que todo universitário deve ler

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Escrito por Ânima Educação

Cursar uma universidade é uma oportunidade única de se preparar para a vida adulta e profissional. Por isso, o aluno deve estar disposto a aproveitar ao máximo esse período, principalmente para estudar e ampliar seu conhecimento. Aprender a história brasileira é uma das coisas em que o aluno deve focar.

Não importa o curso que você esteja fazendo, seja de Humanas, Exatas ou Biológicas. Conhecer a história do Brasil, da colônia aos fatos contemporâneos, forma muito mais do que o profissional, mas também o cidadão pronto para decidir, tomar decisões e influenciar o futuro.

Para te ajudar, fizemos uma seleção com oito livros da história brasileira que todo universitário deve ler. Leia, aprenda e tire o máximo de cada livro para a sua vida:

Coleção A Ditadura, de Elio Gaspari

A coleção é formada por cinco livros:

  • A Ditadura Envergonhada;

  • A Ditadura Escancarada;

  • A Ditadura Derrotada;

  • A Ditadura Encurralada;

  • e A Ditadura Acabada.

Escrita por um dos maiores jornalistas brasileiros, a série retrata o período do regime militar, que começa em 1964 e termina em 1985, com a eleição de Tancredo Neves.

Gaspari teve acesso a arquivos de militares que participaram do golpe e comandaram o país nos 21 anos de ditadura. Os livros têm uma boa pesquisa e uma seleção de fatos que ajudam a contextualizar o período.

Para completar, vale pesquisar o site Arquivos da Ditadura, que contém os documentos pesquisados por Gaspari. Essa coleção é essencial para compreender o período, da motivação do golpe à transição para a democracia.

Brasil — Uma Biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling

Este livro atualiza a história brasileira com perspectivas que historiadores nem sempre levam em consideração. As autoras incorporaram aos grandes fatos nos mais de 500 anos de história aqueles que fizeram o cotidiano, como manifestações culturais, conflitos sociais e economia.

Às suas quase 800 páginas, estão incluídos documentos e ampla iconografia. Para o historiador José Murilo de Carvalho, o livro tem “linguagem transparente” e está “alheio a jargões acadêmicos”.

Com essa visão não acadêmica e acessível, as autoras transformam o livro numa leitura obrigatória para quem quer conhecer e se aprofundar na história.

Getúlio, de Lira Neto

Esta é uma biografia em três volumes de um dos políticos mais importantes da recente história brasileira. Presidente da República por duas ocasiões, Getúlio Vargas foi o responsável por implantar a CLT.

Os volumes são divididos da seguinte forma:

  • 1882–1930;

  • 1930–1945;

  • e 1945–1954.

Eles contam a história desde o início da vida de Vargas — sua formação e a chegada ao poder —, passam pela Revolução de 1932 e a ditadura do Estado Novo e terminam com a volta ao poder consagrado e seu suicídio.

Personagem fundamental da primeira metade do século XX, Vargas é das figuras que definem um período e deixam herança longevas. Entendê-lo é conhecer o país. E Lira Neto consegue explicar o personagem, já tão biografado, de uma forma nova e intrigante.

Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda

Recentemente, o livro completou 80 anos. Escrita por um dos principais pensadores brasileiros, a obra busca interpretar o processo de formação da sociedade por meio da herança colonial e da influência da cultura portuguesa na moldagem da nação.

Na edição comemorativa, traz versões diferentes do texto escritas pelo próprio autor e nove posfácios. O livro é fundamental para entender não somente a formação, mas como a sociedade brasileira se construiu ao longo de sua história.

O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro

O autor demorou 30 anos para escrever esta obra, que tenta responder à pergunta: “por que o Brasil não deu certo?”. Ele une na sua pesquisa conceitos históricos e antropológicos para explicar como o povo brasileiro foi formado e se tornou o que ele é hoje.

Para tanto, Darcy Ribeiro divide o povo brasileiro em cinco:

  • o sertanejo;

  • o crioulo;

  • o caboclo;

  • o caipira;

  • e o sulino.

Ele leva em conta a formação étnica e cultural para montar esse painel histórico.

Sua leitura se justifica pela visão inovadora do autor, nesta que é considerada sua principal obra.

Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre

O sociólogo estuda a formação sociocultural do povo brasileiro a partir da divisão imposta ainda no Brasil colônia. Tanto a casa grande como a senzala definiram a sociedade, em suas diferenças e complementos, a partir da miscigenação de raças.

A organização social e política foi definida pela arquitetura dos latifúndios, as grandes fazendas da colônia, em que o proprietário, o patriarca, se considerava dono de tudo, além de escravos e das terras: mulher, filhos, políticos, religiosos.

Esse domínio foi determinante para a formação do caráter, e Gilberto Freyre busca mudar o foco da ideia de que a miscigenação criou uma raça inferior. Os motivos, para o autor, se valem mais da influência cultural e social.

Trilogia 1800, de Laurentino Gomes

Os três livros tratam da época do Brasil Império e terminam na República:

  • o primeiro é 1808, ano em que dom João VI chegou ao Brasil com a Corte Portuguesa e decretou a abertura dos portos para nações amigas;

  • segundo é o 1822 e relata a Independência;

  • a trilogia fecha com 1889, ano da Proclamação da República.

Os livros fogem da linguagem acadêmica e impõem um ritmo mais leve. O autor é jornalista e aplica sua experiência na profissão para escrever livros que relatam a história de uma forma mais dinâmica e bem fluente. A série é instrutiva e serve para apresentar a história por meio de uma linguagem mais acessível e pesquisa extensa.

Brasil — A História Contada por Quem Viu, de Jorge Caldeira

Este livro conta a história do Brasil por outra perspectiva. Ele reúne 173 depoimentos históricos de pessoas que presenciaram os fatos e que fornecem, assim, uma visão de personagem inserido na transformação. São fatos testemunhados desde a chegada de Cabral até o final do século 20.

A seleção inclui depoimentos de anônimos e de escritores, como Machado de Assis, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos, José de Anchieta e Antônio Vieira. Os fatos foram escolhidos por sua relevância na história brasileira.

O livro interessa por oferecer um painel diferente da história, sem o discurso acadêmico e oficial.

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